O governo da Ucrânia promoveu uma das mudanças mais significativas na liderança militar desde o início da guerra contra a Rússia. O presidente Volodymyr Zelensky confirmou a saída do comandante-chefe das Forças Armadas, Oleksandr Sirski, encerrando um período marcado por críticas à condução das operações militares e por crescente desgaste político.
Sirski, que ocupava o comando desde 2024, ganhou notoriedade por liderar a defesa de Kiev nos primeiros meses da invasão russa em larga escala e por participar de importantes operações militares. Apesar do histórico, o general passou a enfrentar forte rejeição entre parte da população e de integrantes do próprio governo.
As críticas aumentaram após a saída do então ministro da Defesa, Mikhailo Fedorov, que defendia uma ampla modernização das forças ucranianas com maior investimento em tecnologia, inteligência artificial e drones. A crise provocou manifestações em diversas cidades do país, pressionando Zelensky a promover mudanças na cúpula militar.
Para assumir o posto, o presidente escolheu o major-general Mikhailo Drapati, de 43 anos, considerado um dos oficiais mais respeitados da nova geração das Forças Armadas ucranianas. Veterano dos combates no Donbass desde 2014, Drapati é visto como um defensor de estratégias mais modernas e maior integração tecnológica no campo de batalha.
Em sua mensagem oficial, Zelensky agradeceu os serviços prestados por Sirski, destacando sua atuação em operações importantes para a defesa do país. Já Drapati afirmou que assume o comando com senso de responsabilidade diante do momento decisivo vivido pela Ucrânia.
Enquanto a troca de comando era anunciada, ataques russos voltaram a atingir diferentes regiões ucranianas. Autoridades locais relataram mortes, feridos e danos a edifícios residenciais, centros comerciais e infraestruturas civis, mantendo elevado o nível de tensão no conflito que já dura mais de quatro anos.
Analistas avaliam que a mudança busca fortalecer a confiança da população nas Forças Armadas e imprimir uma nova estratégia militar diante da continuidade da guerra contra a Rússia.
Foto: Reprodução/Gabinete da Presidência da Ucrânia – na mesma linha
Redação – Ana Flavia