PF fecha o cerco contra esquema bilionário: secretária sancionada pelos EUA por suposta ligação com o PCC é presa.

Brasil

A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (3), uma grande operação para desarticular uma organização criminosa investigada por lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Entre os principais alvos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa durante a Operação Exchange após também ser incluída na lista de sanções do governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

As investigações apontam que a organização utilizava um complexo sistema financeiro para ocultar recursos ilícitos, incluindo movimentações em espécie, empresas de fachada e operações com criptoativos. A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens, valores e criptomoedas que podem chegar a R$ 10,4 bilhões, valor estimado como parte do patrimônio ligado ao esquema investigado.

Outro alvo da operação é o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado pelas autoridades um dos principais operadores financeiros do grupo. Até a última atualização das informações, ele era considerado foragido. Segundo os investigadores, Shimada também foi alvo de sanções anunciadas recentemente pelo governo norte-americano por supostos vínculos com atividades relacionadas ao PCC.

A Operação Exchange cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo, entre elas a capital, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A ação mobilizou dezenas de policiais federais e integra uma investigação sobre uma estrutura especializada em ocultar recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.

De acordo com as autoridades norte-americanas, Stella Stefanie teria atuado como secretária e prestadora de apoio logístico a Victor Shimada, auxiliando na coleta e movimentação de valores investigados pelas autoridades dos dois países. As acusações fazem parte das justificativas apresentadas para a aplicação das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.

Até o momento, a defesa dos investigados não havia se manifestado sobre as acusações. A investigação continua em andamento e busca identificar outros integrantes da organização criminosa, além da origem e do destino dos recursos movimentados pelo grupo.

Foto: Polícia Federal / Divulgação

Redação – Ana Flavia

https://images.openai.com/static-rsc-4/JFHs9Dhx_b8QzFXZPEREQ-xWKxQb-ZiTkFihj7NuFB3vd9acccCKffyPkySeMz5njiOSnkq5lBRwdW6zBNCockKnP5AtlHduEqaR00ftWwhLb-LMxlCnsfDx-2kZN_kFcLdtOEaE-eQ7Nk9eBy_MMmFEKpbaLOgz4_WHrU-YCYSeRjotpZj4_6cMIZgNnb32?purpose=fullsize
https://images.openai.com/static-rsc-4/oK2ts5W8OE1Zq9KwpFTh02b2whaXIJlcEP2DviNskqXzHQQbWmgMrkYHofouKP7GB0COCdC7Ofr5lbtR81ELpPqluly_7v0P4HOjl3jAZ55SqJE4eBL5tmb8XQHJk0uSJArqlILeaoinnMe834cUnn3MAHF1C8D-ACcICB6e0dA5obIPrmiWLqr7wfYKscOa?purpose=fullsize

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *