Menino de 11 anos surpreende cientistas ao criar concreto que “bebe” água da chuva e pode ajudar a acabar com alagamentos.

Internacional

O que começou como uma simples observação durante uma forte chuva acabou se transformando em um projeto premiado internacionalmente. O estudante Luca Durham, do 6º ano do ensino fundamental, desenvolveu um tipo de concreto poroso capaz de absorver parte da água da chuva, reduzindo o risco de alagamentos nas ruas.

Morador de Miami, cidade frequentemente atingida por enchentes provocadas por chuvas intensas e pela elevação do nível do mar, o jovem decidiu pesquisar por que o concreto convencional impede a infiltração da água e contribui para o acúmulo nas vias públicas.

Após diversos experimentos, Luca passou a testar materiais que normalmente seriam descartados, como conchas de ostra trituradas e carvão, buscando criar uma estrutura mais porosa sem comprometer a resistência do concreto. A proposta alia sustentabilidade e engenharia ao reaproveitar resíduos que normalmente iriam para o lixo.

Durante os testes, o estudante avaliou diferentes combinações de materiais para medir a capacidade de drenagem e a resistência mecânica. O melhor desempenho foi obtido com uma mistura contendo aproximadamente 30% de terra diatomácea, material de origem natural altamente absorvente, além de cimento e brita, embora as conchas e o carvão continuem fazendo parte da pesquisa como alternativas sustentáveis.

A invenção chamou a atenção dos jurados da South Florida Science and Engineering Fair, garantindo a Luca o Prêmio Lemelson de Jovem Inventor, concedido a estudantes que apresentam soluções criativas para problemas reais enfrentados pela sociedade.

Especialistas destacam que o concreto permeável já é utilizado em diversos países para reduzir enchentes urbanas. No entanto, pesquisas que utilizam resíduos recicláveis como matéria-prima podem tornar a tecnologia mais sustentável, econômica e acessível para futuras aplicações em calçadas, estacionamentos e áreas urbanas.

A iniciativa também reforça o papel da ciência desenvolvida por jovens estudantes. Mesmo ainda no ensino fundamental, Luca demonstrou que curiosidade, pesquisa e criatividade podem contribuir para soluções capazes de melhorar a infraestrutura das cidades e reduzir impactos ambientais.

Foto: Society for Science

Redação – Ana Flavia

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