Passeio comum termina em descoberta milionária: homem encontra tesouro viking de ouro enterrado há mil anos na Dinamarca.

Internacional

O que parecia ser apenas mais uma caminhada por uma estrada próxima à cidade de Rold, no norte da Dinamarca, transformou-se em uma descoberta histórica. Um morador percebeu um brilho metálico saindo do solo e encontrou dois grandes braceletes de ouro parcialmente enterrados.

Em vez de guardar as peças, ele procurou imediatamente os arqueólogos dos Museus do Norte da Jutlândia, que iniciaram uma investigação no local. A decisão revelou um verdadeiro tesouro escondido há aproximadamente mil anos.

Durante as escavações, os especialistas localizaram mais quatro braceletes de ouro maciço, completando um conjunto de seis peças que pesam, ao todo, 762,5 gramas. Segundo os arqueólogos, trata-se do terceiro maior tesouro de ouro da Era Viking já encontrado na Dinamarca, atrás apenas de duas descobertas históricas realizadas nas últimas décadas.

Os braceletes foram produzidos com ouro de alta pureza e apresentam diferentes técnicas de fabricação. Algumas peças possuem hastes torcidas e fechos ornamentados, enquanto outras exibem detalhes geométricos gravados, demonstrando o elevado nível de habilidade dos ourives vikings.

Especialistas acreditam que o conjunto pertenceu à elite da sociedade nórdica durante o reinado de Harald Bluetooth, monarca responsável pela unificação da Dinamarca no século X. Na época, joias de ouro representavam riqueza, prestígio político e eram frequentemente utilizadas para fortalecer alianças entre chefes e guerreiros.

Os pesquisadores ainda investigam por que o tesouro foi enterrado. Entre as hipóteses estão o esconderijo durante um período de conflitos ou uma oferenda religiosa, prática relativamente comum entre os povos vikings.

Pela legislação dinamarquesa, descobertas arqueológicas dessa importância são consideradas patrimônio nacional. O morador que encontrou as peças terá direito a uma recompensa financeira, enquanto o tesouro passará por análises científicas antes de integrar o acervo do Museu Nacional da Dinamarca e participar de exposições públicas.

A descoberta reforça a importância de comunicar às autoridades qualquer objeto histórico encontrado acidentalmente, permitindo que arqueólogos reconstruam parte da história de antigas civilizações por meio de evidências preservadas durante séculos.

Foto: Nordjyske Museer (Museus do Norte da Jutlândia)

Redação – Ana Flavia

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