O conflito armado entre Israel e Irã atingiu um novo patamar de tensão nesta segunda-feira (16), com mais de 240 mortes registradas desde o início das hostilidades na última sexta-feira. Segundo autoridades israelenses, o país agora detém o que chamou de “domínio aéreo total” sobre Teerã, capital do Irã.
De acordo com o porta-voz das Forças de Defesa de Israel, Brigadeiro-General Effie Defrin, aproximadamente um terço das plataformas de lançamento de mísseis iranianas foi destruído. Em resposta, o Irã intensificou seus ataques com uma nova onda de mísseis contra território israelense, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa.
Até o momento, o número de vítimas fatais soma 224 no Irã e 20 em Israel. Grande parte das baixas iranianas, segundo o Ministério da Saúde local, são civis.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que os responsáveis pelos ataques “pagarão o preço” e direcionou duras críticas ao líder iraniano Ali Khamenei.
No plano internacional, a situação preocupa. A China pediu um cessar imediato das hostilidades e propôs mediação diplomática. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reforçou o apoio ao direito de defesa de Israel, ao mesmo tempo que defendeu uma solução negociada.
Enquanto isso, os mercados globais reagem à crise. O preço do barril de petróleo subiu mais de 2% nesta manhã, com temor de interrupções no fornecimento de energia.
Além das baixas civis, também houve danos à infraestrutura. A embaixada americana em Tel Aviv sofreu impactos leves durante os ataques.
A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou uma reunião de emergência para debater os riscos nucleares que o conflito pode trazer.