Dinheiro vivo, euros e relógios de luxo: operação da PF coloca líder do governo Lula no centro de investigação.

Brasil

Uma nova fase de uma investigação da Polícia Federal colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no centro das atenções políticas em Brasília. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, agentes encontraram cerca de US$ 49 mil em espécie em um quarto de hotel utilizado pelo parlamentar na capital federal.

Além dos valores localizados em Brasília, a operação também resultou na apreensão de aproximadamente 33,5 mil euros e mais de US$ 6 mil em um endereço relacionado ao senador em Salvador, na Bahia. Segundo informações da investigação, uma coleção de relógios de alto valor também foi recolhida pelos agentes.

A ação faz parte da nona fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com documentos da Polícia Federal, os investigadores analisam indícios de que o senador teria sido beneficiado por vantagens econômicas consideradas indevidas. Entre os elementos citados estão a aquisição de um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 2,45 milhões em Salvador, utilização de aeronaves particulares e ingressos para eventos internacionais.

A decisão judicial menciona a existência de indícios de recebimento de benefícios de forma direta ou indireta, inclusive por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas empresariais ligadas ao grupo investigado.

Apesar das suspeitas apontadas na investigação, Jaques Wagner nega qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas ao caso. A defesa do parlamentar afirma que irá colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.

A apuração segue em andamento e, até o momento, não há condenação judicial contra os investigados. O caso deverá continuar sendo acompanhado de perto devido à relevância política do senador e ao impacto das acusações no cenário nacional.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

Redação – Ana Flavia

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