O Paraguai decidiu endurecer o controle sobre a entrada de mercadorias em seu território. A Direção Nacional de Ingressos Tributários (DNIT), órgão responsável pela arrecadação e fiscalização tributária no país, anunciou a ampliação das ações de monitoramento em fronteiras terrestres, portos e aeroportos.
A iniciativa tem como principal objetivo combater irregularidades que afetam a arrecadação pública, especialmente casos de subfaturamento de produtos e declarações incorretas de mercadorias durante os processos de importação.
Segundo as autoridades paraguaias, algumas cargas entram no país registradas em categorias diferentes das reais para obter redução nos impostos cobrados. Com o fortalecimento dos controles, o governo pretende reduzir práticas consideradas prejudiciais à economia nacional.
A medida também surge em um momento de valorização do guarani frente ao dólar. Apesar da manutenção dos volumes de importação, a arrecadação em moeda local acaba sendo impactada, exigindo novas estratégias para compensar a redução das receitas tributárias.
Representantes da DNIT afirmam que a legislação vigente oferece instrumentos para ampliar a eficiência da fiscalização, permitindo maior controle sobre operações comerciais e movimentações de cargas nos principais pontos de entrada do país.
Entre as regiões consideradas prioritárias está Ciudad del Este, um dos maiores centros comerciais da América do Sul e principal porta de entrada de mercadorias na fronteira com o Brasil. O intenso fluxo de veículos e pessoas na Ponte da Amizade torna o monitoramento um desafio constante para as autoridades.
Produtos alimentícios, roupas, calçados e materiais de construção estão entre os itens que frequentemente circulam entre os dois países, movimentando o comércio regional e exigindo atenção especial dos órgãos de fiscalização.
Outro ponto estratégico é o Aeroporto Internacional Guaraní, localizado na região metropolitana de Ciudad del Este. O terminal recebe grande volume de cargas internacionais destinadas ao abastecimento do comércio paraguaio, especialmente dos centros de importados localizados nas áreas de fronteira.
A expectativa do governo é que o reforço das operações contribua para aumentar a arrecadação, reduzir perdas fiscais e garantir maior transparência nas atividades comerciais realizadas no país.
A decisão também demonstra a preocupação das autoridades paraguaias em fortalecer os mecanismos de controle aduaneiro diante do crescimento das operações de comércio internacional e da importância econômica das regiões de fronteira.
Foto: Marcos Labanca / H2FOZ
Redação: Ana Flavia