O que deveria ser uma vigília de oração pela saúde e pela liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se uma cena de tensão, em Brasília. O encontro, organizado pelo senador Flávio Bolsonaro, reuniu cerca de cem pessoas em frente ao acesso ao condomínio onde Bolsonaro se encontrava. A situação saiu do controle quando um homem, que se apresentou como pastor, pediu a palavra e surpreendeu o público com críticas ao ex-presidente.
Identificado como Ismael Lopes, de 34 anos, o participante foi chamado ao microfone por volta das 20h15 após dizer que representava um movimento evangélico nacional. Depois de ler um trecho bíblico afirmando que “quem cava covas será engolido por elas”, Lopes declarou que Bolsonaro deveria ser responsabilizado pelas ações cometidas durante a pandemia de Covid-19.
A declaração provocou revolta imediata. Apoiadores partiram para cima dele com socos e chutes, chegando a rasgar a manga de sua camisa. Flávio Bolsonaro tentou conter os presentes, pedindo que ninguém o agredisse, mas não foi atendido. A Polícia Militar interveio com spray de pimenta, dispersando os agressores e escoltando Lopes até um carro de aplicativo. O rapaz afirmou aos policiais que já esperava hostilidade e que sua participação havia sido voluntária.
Lopes integra a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo de orientação progressista e que costuma participar de ações ao lado da primeira-dama, Rosângela da Silva. Ele já representou o movimento em reuniões do Conselho de Participação Social, em 2024.
O tumulto encerrou a vigília. Estavam no evento, além de Flávio e Carlos Bolsonaro, os senadores Rogério Marinho e Izalci Lucas e os deputados Hélio Lopes e Bia Kicis.
Foto: Renata Mendonça
Redação Brasil News