Em uma entrevista à emissora americana Fox News na noite de quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao declarar que pretende iniciar ataques terrestres contra cartéis de drogas que, segundo ele, controlam grande parte do território mexicano. A fala marca uma significativa escalada na política norte-americana de combate ao narcotráfico.
Trump afirmou que, após meses de operações militares navais no Pacífico e no Caribe contra embarcações ligadas ao narcotráfico, os EUA estão prontos para levar a ofensiva para o solo, mirando organizações criminosas que, em sua visão, dominam o México. A proposta, segundo ele, faz parte da luta contra as drogas que entram no país, mas também tem provocado forte reação internacional.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, tem rejeitado com firmeza qualquer tipo de intervenção militar estrangeira no território mexicano, reiterando a soberania e destacando que a cooperação no combate ao tráfico deve respeitar a Constituição e o pacto republicano. Autoridades mexicanas insistem que o diálogo e o reforço de ações conjuntas são o caminho, e não operações armadas de forças estrangeiras.
A escalada ocorre em um contexto mais amplo de incursões dos EUA na região, incluindo a recente operação que culminou na captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro — levado a solo americano para responder a acusações federais — e bombardeios a barcos suspeitos de tráfico de drogas nos mares do Caribe e Pacífico.
Na mesma entrevista, Trump anunciou que planeja **receber em Washington a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, María Corina Machado – reforçando sua tática de alianças com grupos anti-governo na América Latina.
A proposta de ataques terrestres aumenta o nível de tensão diplomática entre os Estados Unidos e seus vizinhos, especialmente o México, que considera qualquer ação militar estrangeira em seu solo uma violação de sua soberania. Analistas alertam que uma movimentação dessa natureza, sem acordo bilateral, poderia violar o direito internacional e agravar ainda mais as relações hemisféricas.
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Redação Brasil News