Tribunal do crime! Polícia descobre cemitério clandestino em Heliópolis com corpos amarrados de funcionários de produtora de funk.

Brasil

Uma investigação complexa e assustadora conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tenta desvendar um cenário de horror descoberto no coração da Zona Sul de São Paulo. A Polícia Civil identificou, nesta quinta-feira (28), o segundo dos quatro corpos que foram encontrados enterrados em um terreno usado como cemitério clandestino em Heliópolis. A vítima foi identificada como Francisco Rubens Sousa Cruz, de 46 anos. A principal linha de apuração dos agentes aponta para uma execução brutal e em massa de trabalhadores ligados diretamente a uma famosa produtora de funk que atua fortemente na região.

O macabro achado ocorreu entre segunda e terça-feira desta semana, em uma área de preservação ambiental utilizada pela Sabesp, localizada bem próxima aos conhecidos “prédios redondos”, na Cidade Nova Heliópolis. Os corpos das vítimas estavam amarrados e completamente enrolados em cobertores, ocultados em covas rasas. No mesmo local do crime, os peritos criminais localizaram uniformes oficiais ligados à empresa de entretenimento musical. No dia anterior, a polícia já havia identificado o primeiro corpo como sendo de Jonas Barros de Oliveira, o “Gigante”, que também possuía forte vínculo com a produtora e estava desaparecido desde a semana passada.

De acordo com o cronograma traçado pela inteligência policial, o sumiço dos funcionários aconteceu em um efeito cascata devastador: o primeiro trabalhador desapareceu na quinta-feira (21) e outros dois sumiram na sexta-feira (22). Os exames do Instituto Médico Legal (IML) revelaram que um dos cadáveres apresentava avançado estado de decomposição, sugerindo que o terreno já vinha sendo utilizado para descarte de corpos há bastante tempo. O clima na comunidade é de extremo silêncio e medo, enquanto o DHPP corre contra o tempo para identificar as outras duas vítimas e prender os executores envolvidos nessa chacina oculta.

Foto: Divulgação /

Redação – Thiago Salles

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