A Terra está sob monitoramento e alerta para a ocorrência de uma tempestade geomagnética provocada pela chegada de uma forte ejeção de massa coronal (EMC) solar. O comunicado emitido pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) aponta que os efeitos da alta atividade solar e do vento de alta velocidade soprado pelo Sol devem se estender no planeta até o próximo sábado, 29 de agosto de 2026.
A ejeção de massa coronal consiste no lançamento de bilhões de toneladas de plasma e campos magnéticos a partir da coroa solar em direção ao espaço interplanetário. Ao atingirem a magnetosfera terrestre, essas partículas comprimem o campo magnético que protege a Terra. De acordo com a NOAA, o fenômeno atua de forma combinada a um buraco coronal, intensificando as perturbações magnéticas globais.
A agência espacial e meteorológica norte-americana classificou o evento no nível G2, considerado moderado dentro de uma escala que varia até o grau G5 (extremo). Entre as principais consequências esperadas estão flutuações e alarmes de tensão em sistemas elétricos localizados em altas latitudes, possíveis interrupções temporárias na sinalização de navegação via satélite (GPS) e instabilidade na propagação de rádio em alta frequência.
Como efeito secundário e visualmente expressivo do fenômeno, o nível moderado da tempestade geomagnética permitirá a observação de auroras boreais em regiões mais ao sul do hemisfério norte, como os estados de Nova York e Idaho, nos Estados Unidos. Especialistas ressaltam que, embora o alerta exija o acompanhamento contínuo por parte de operadoras de satélites e companhias de transmissão elétrica, o nível previsto não apresenta riscos diretos à população na superfície terrestre.
Foto: NASA / GSFC / SDO
Redação – Thiago Salles