Brasil deve encerrar 2025 como líder mundial em gastos com juros da dívida pública.

Relatórios internacionais indicam que o Brasil deve terminar 2025 no topo do ranking global de despesas com juros da dívida em relação ao PIB. O cenário é resultado da combinação entre elevado endividamento público e taxas de juros altas, o que reacende debates sobre os rumos da política econômica e seus impactos no crescimento do país.

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Brasil fica isolado entre emergentes ao manter juros em 15% e amplia incertezas para 2026.

A decisão do Banco Central de manter a Selic em 15% ao ano tornou o Brasil o único país do Brics a não reduzir juros em 2025. Enquanto Índia, Rússia e China promoveram cortes, o BC brasileiro sinalizou cautela diante da persistência da inflação e do aquecimento do mercado de trabalho. Especialistas avaliam que um possível alívio só deve ocorrer em 2026.

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Dívida pública acende alerta e coloca Brasil sob risco fiscal, apontam análises.

Dados recentes do FMI colocam o Brasil entre os países mais endividados da América Latina, enquanto especialistas alertam que a combinação entre juros elevados e déficits sucessivos pode tornar o pagamento da dívida cada vez mais difícil, com impactos diretos sobre investimentos e crescimento econômico.

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Dívida Pública cai em setembro e fecha o mês em R$ 8,12 trilhões.

Com o vencimento de títulos atrelados à Selic, a Dívida Pública Federal apresentou leve recuo de 0,28% em setembro, após ultrapassar pela primeira vez a marca de R$ 8 trilhões em agosto. Apesar da queda, o Tesouro Nacional projeta que o valor seguirá em alta até o fim do ano.

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Dólar em queda: entenda por que a moeda americana pode continuar recuando no Brasil

Mesmo sem avanços claros na agenda fiscal, o Brasil tem atraído capital estrangeiro com a expectativa de cortes nos juros dos EUA e manutenção da Selic em patamar elevado. O movimento pode manter o dólar em queda até o fim do ano, segundo especialistas.

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Mercado projeta inflação menor em 2025, mas expectativa ainda supera meta do Banco Central

A previsão para a inflação oficial do Brasil caiu para 5,46%, segundo o Boletim Focus. Apesar da leve melhora, a estimativa segue acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. A expectativa para o PIB deste ano também foi ajustada, com previsão de crescimento de 2,13%.

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