STF realiza sessão extraordinária para confirmar prisão preventiva de Jair Bolsonaro.

Política

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal abriu uma sessão extra na manhã desta segunda-feira (24) para avaliar se mantém a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada no último sábado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro foi detido pela Polícia Federal e levado para a superintendência da corporação em Brasília após um episódio envolvendo a tornozeleira eletrônica. Segundo o relato oficial, ele teria utilizado um ferro quente na tentativa de danificar o dispositivo, situação confirmada pelo próprio ex-presidente durante abordagem técnica da Secretaria de Administração Penitenciária do DF.

Moraes apontou três elementos para justificar a prisão: a violação do monitoramento eletrônico, o possível risco de fuga — incluindo a hipótese de que ele buscasse a embaixada dos Estados Unidos — e uma mobilização de apoiadores em frente ao condomínio onde Bolsonaro reside, convocada pelo senador Flávio Bolsonaro.

No domingo (23), a equipe médica responsável pelo acompanhamento clínico do ex-presidente relatou que o comportamento relacionado à tornozeleira poderia ter sido influenciado por interação medicamentosa, mencionando episódios de confusão mental. Em audiência de custódia, Bolsonaro declarou ter sentido “paranoia” decorrente de remédios, mas afirmou que recuperou a lucidez posteriormente.

A juíza auxiliar Luciana Sorrentino, do gabinete de Moraes, manteve a prisão preventiva após análise do caso. A defesa, por sua vez, contestou a tese de risco de fuga e pediu que a medida seja revogada. Os advogados também solicitam que, futuramente, seja apreciado o pedido de prisão domiciliar humanitária no âmbito da execução penal relacionada ao processo da trama golpista.

Os ministros da Primeira Turma — Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, além de Moraes — votarão de forma eletrônica, sem debates, até as 20h.

Foto: Crédito do jornalista Marcelo Camargo
Redação Brasil News

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