Saúde de Fernandópolis pode mudar radicalmente: Câmara decide hoje futuro da UPA e do SAMU em votação que gera revolta e preocupação.

Brasil

Uma votação considerada decisiva para o futuro da saúde pública de Fernandópolis promete movimentar a Câmara Municipal nesta terça-feira. Os vereadores irão analisar um projeto encaminhado pela Prefeitura que autoriza a transferência da gestão do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Fernandópolis (CISARF) para uma Organização Social de Saúde (OSS), modelo que permite a administração dos serviços por uma entidade terceirizada.

Caso seja aprovado, o projeto poderá alterar a forma de gerenciamento de serviços fundamentais para a população, incluindo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência em Fernandópolis e cidades da região.

A administração municipal argumenta que a medida permitirá mais agilidade na contratação de profissionais da saúde, além de reduzir custos operacionais. Segundo a justificativa apresentada, o modelo de gestão por OSS facilitaria a reposição de médicos e demais funcionários, sem a necessidade dos processos burocráticos exigidos nos concursos públicos tradicionais.

Entretanto, a proposta tem provocado forte repercussão entre servidores, lideranças políticas e moradores. Críticos da iniciativa afirmam que a terceirização pode comprometer a qualidade dos serviços prestados à população e apontam experiências passadas que geraram insegurança no município.

Entre os principais questionamentos está o histórico de um concurso público realizado pelo próprio CISARF que acabou sendo cancelado posteriormente, situação que causou insatisfação entre candidatos e profissionais da área. Além disso, trabalhadores da saúde lembram denúncias envolvendo empresas terceirizadas que atuaram recentemente na cidade e foram acusadas de atrasar pagamentos de salários e benefícios.

Outro fator que alimenta a preocupação é a lembrança da organização social de Andradina, que administrou a Santa Casa de Fernandópolis em anos anteriores e posteriormente foi alvo de investigações policiais. O episódio ainda permanece vivo na memória da população e voltou a ser citado durante os debates sobre o projeto.

A expectativa é de que a sessão seja acompanhada por servidores da saúde, representantes sindicais e moradores interessados no tema. O resultado da votação poderá definir os rumos da gestão dos serviços de saúde pública da cidade pelos próximos anos.

Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Fernandópolis

Redação – Ana Flavia

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