A revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político nesta quarta-feira.
Segundo informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil, o repasse teria ocorrido após contatos diretos com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República.
O valor chamou atenção por superar em mais do que o dobro o orçamento do filme “O Agente Secreto”, longa brasileiro estrelado por Wagner Moura que representou o Brasil no Oscar 2026 e recebeu quatro indicações internacionais.
Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está preso em São Paulo e é investigado por suposto envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras que, segundo a Polícia Federal, pode ultrapassar R$ 12 bilhões.
De acordo com a reportagem, investigadores tiveram acesso a mensagens e áudios trocados entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro. A TV Globo confirmou a existência do material citado pela investigação.
A produção de “Dark Horse” reúne nomes conhecidos do cinema internacional. O ator Jim Caviezel, famoso por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo”, viverá Jair Bolsonaro no longa. O elenco ainda conta com Camille Guaty no papel de Michelle Bolsonaro e direção de Cyrus Nowrasteh.
Segundo a sinopse divulgada internacionalmente, o filme acompanha a ascensão política de Bolsonaro desde a carreira militar até a disputa presidencial em meio à polarização política brasileira, além de abordar o atentado sofrido pelo então candidato em 2018.
A repercussão do caso cresceu ainda mais devido ao contraste entre o investimento milionário no projeto e as investigações envolvendo o empresário responsável pelo financiamento.
Nas redes sociais, o assunto rapidamente dividiu opiniões entre apoiadores e críticos do ex-presidente, além de gerar debates sobre financiamento de produções audiovisuais, política e influência econômica.
Até o momento, nem Flávio Bolsonaro nem a produção do filme comentaram oficialmente as novas informações divulgadas pela reportagem.
Foto: Reprodução/Instagram
Redação – Thiago Salles