Prisão de emergência! Sócio oculto é preso após desabamento devastador matar 6 pessoas na Zona Leste de São Paulo.

Brasil

A investigação sobre o desabamento catastrófico ocorrido na madrugada deste sábado (12), na Rua Tequici, bairro da Penha, avançou com a decretação de prisões temporárias pela Justiça paulista. As autoridades prenderam Ronaldo Vivacqua, figura identificada por depoimentos e documentos como o gestor e administrador oculto das empresas responsáveis pelo edifício em construção, apesar de seu nome não constar oficialmente nos registros societários.

Além de Ronaldo, a ordem de prisão atinge o engenheiro responsável pela execução da obra, Cristiano Vivacqua — filho do investigado —, e Isis Brandão, proprietária formal da empresa. A dupla não foi localizada nos endereços cadastrados, é acusada de se ocultar das autoridades desde o momento da tragédia e é considerada foragida. A polícia apura se os envolvidos tinham conhecimento prévio da instabilidade e de rachaduras relatadas por vizinhos, além do descumprimento de uma ordem judicial de demolição prévia da estrutura antiga que ficava no terreno.

O desabamento destruiu uma residência habitada por oito pessoas no momento do impacto. O Corpo de Bombeiros trabalhou de forma ininterrupta até a tarde deste domingo para resgatar duas vítimas com vida e localizar os corpos das seis vítimas fatais, incluindo três mulheres, dois homens e a criança de 7 anos. A Prefeitura de São Paulo instaurou apuração na Controladoria Geral do Município e afastou uma servidora responsável por laudos de vistoria no local.

A defesa das empresas e dos investigados alegou que a prisão é prematura e negou a existência de sócio oculto, afirmando que Ronaldo apenas acompanhava o filho nas vistorias. Os advogados sustentam que a obra estava regularizada, negam que os envolvidos estejam escondidos e prometem que os foragidos se apresentarão em breve. Enquanto isso, a Polícia Científica realiza perícias no solo e na estrutura para determinar as causas exatas do colapso e individualizar as responsabilidades criminais dos envolvidos.

Foto: Reprodução / TV Globo | Redação – Thiago Salles

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