O avião presidencial dos Estados Unidos, conhecido como Air Force One, precisou retornar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, após a identificação de um problema elétrico logo após a decolagem na madrugada desta quarta-feira (21). A aeronave transportava o presidente Donald Trump e sua comitiva rumo a Davos, na Suíça, onde ele participa do Fórum Econômico Mundial.
Segundo comunicado oficial da Casa Branca, a tripulação identificou uma falha elétrica considerada de pequeno porte, mas suficiente para determinar o retorno imediato por questões de segurança. Jornalistas que acompanhavam a viagem relataram que, momentos após a decolagem, as luzes da cabine chegaram a se apagar brevemente, aumentando a tensão a bordo.
Cerca de meia hora após o início do voo, os passageiros foram informados da decisão de retorno. Já em solo americano, Trump embarcou em uma segunda aeronave, um C-32 da Força Aérea — versão modificada do Boeing 757 — normalmente utilizada em viagens presidenciais a aeroportos menores, seguindo então para a Europa.
O episódio voltou a chamar atenção para a idade avançada da frota presidencial dos Estados Unidos. Os dois aviões atualmente utilizados como Air Force One estão em operação há quase quatro décadas. A Boeing trabalha na substituição por novos modelos 747-8, mas o projeto enfrenta atrasos sucessivos, gerando críticas e preocupações internas no governo americano.
No ano passado, Trump chegou a afirmar publicamente que avaliava alternativas diante da demora. A discussão ganhou ainda mais repercussão após a aceitação, pelo Departamento de Defesa, de um Boeing 747 oferecido pelo Catar para uso presidencial — medida que levantou debates jurídicos, éticos e de segurança nacional.
As aeronaves presidenciais dos EUA são equipadas com tecnologia de ponta, incluindo sistemas antimísseis, blindagem especial e recursos de comunicação avançados que permitem ao presidente comandar as forças armadas de qualquer lugar do mundo.
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Redação Brasil News