Mais um escândalo de corrupção explode em Brasília e promete deixar o povão revoltado. Comprovantes de banco, faturas pagas e transferências por Pix revelam que o deputado federal e ex-ator Mário Frias está atolado até o pescoço em um esquema de “rachadinha” — aquela safadeza onde o político contrata o assessor, mas exige uma parte do salário de volta.
Quem resolveu abrir o bico e mostrar todas as provas foi a ex-servidora do gabinete dele, Gardênia Morais. Ela contou que seu salário na Câmara subiu até chegar perto dos R$ 20 mil, mas, desse valor total, ela era obrigada a devolver entre R$ 13 mil e R$ 14 mil todo santo mês. Gardênia garantiu que o chefe de gabinete e o próprio Mário Frias sabiam de tudo. A dinheirama do povo era usada para bancar luxos da família do deputado: os comprovantes mostram Pix de R$ 1.000 para a mãe de Mário Frias e até o pagamento de uma fatura de cartão de crédito da esposa dele, no valor de quase R$ 5 mil.
Para piorar a situação, a ex-assessora chegou a pegar mais de R$ 170 mil em empréstimos no banco para repassar para o chefe de gabinete, dinheiro que teria sumido em despesas de campanha. Mário Frias, que também está envolvido na polêmica do filme sobre a vida de Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, tentou se defender dizendo que não tem nada errado na sua conduta. Mas com os recibos e os Pix escancarados na internet, vai ser muito difícil convencer o trabalhador que racha o bico para pagar imposto.
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Redação: Thiago Salles