O universo da música perdeu nesta segunda-feira (24) um de seus maiores representantes. Jimmy Cliff, considerado um dos pilares do reggae e referência mundial na fusão de ritmos jamaicanos, morreu aos 81 anos. A confirmação foi feita por sua esposa, Latifa, que explicou que o artista não resistiu a uma convulsão seguida de pneumonia.
Em comunicado emocionado, Latifa agradeceu a familiares, amigos e fãs que acompanharam a trajetória do cantor ao longo de décadas. Ela destacou o carinho que o marido sempre recebeu ao redor do mundo e pediu respeito à privacidade da família neste momento de despedida.
Jimmy Cliff iniciou sua carreira ainda jovem, na Jamaica, e rapidamente se tornou uma das vozes mais influentes do reggae e do ska. Entre seus maiores sucessos estão Many Rivers to Cross, The Harder They Come, You Can Get It If You Really Want, Wonderful World, Beautiful People e Reggae Night, músicas que atravessaram fronteiras e o consolidaram como uma figura essencial na história da música caribenha.
Além da carreira musical, Cliff também deixou sua marca no cinema. Em 1972, estrelou o filme Balada Sangrenta, produção que impulsionou a popularização internacional do reggae e ampliou a presença da cultura rastafári no cenário global. Sua atuação no longa e sua contribuição musical transformaram o artista em um embaixador da cultura jamaicana.
Ao longo da vida, Jimmy Cliff recebeu diversos reconhecimentos. Em 2003, foi condecorado com a Ordem do Mérito da Jamaica, a mais alta honraria do país. Ele também integra o Rock and Roll Hall of Fame, sendo descrito como o “primeiro campeão do reggae”. Cliff ainda venceu dois Grammys, pelos álbuns Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012), este último amplamente elogiado pela crítica internacional.
Mais informações sobre homenagens e cerimônias serão divulgadas posteriormente pela família.
Foto: Instagram/@jimmycliff – Divulgação
Redação Brasil News