Em meio a histórias de abandono e solidão, uma cena de humanidade e empatia tem comovido o Entorno do Distrito Federal. No Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia (GO), profissionais de saúde e funcionários se uniram para oferecer não apenas tratamento, mas também um lar acolhedor para uma adolescente de 16 anos, diagnosticada com autismo e esquizofrenia.
A jovem, identificada apenas como Isabela*, chegou à unidade após uma sequência de tragédias familiares. Depois da morte da avó — com quem morava em São Paulo — e da rejeição da mãe biológica, que vive na região de Brasília, a menina foi encaminhada ao hospital em busca de cuidados psiquiátricos.
O que seria uma internação temporária acabou se tornando uma história de amor e solidariedade. Há quase quatro meses, Isabela vive na enfermaria, que foi adaptada como seu quarto, enquanto o corredor do hospital virou sua “sala de estar”. Ali, ela caminha, conversa, brinca e recebe visitas dos servidores, que se tornaram uma verdadeira família.
Segundo a equipe, o comportamento doce e espontâneo da jovem conquistou a todos. “Ela trouxe luz para o hospital. É impossível não se encantar com o jeito dela”, relatou uma das profissionais envolvidas nos cuidados diários.
Enquanto aguarda uma solução definitiva junto à rede de assistência social, o hospital segue oferecendo apoio integral à adolescente — um exemplo de empatia e compromisso com a dignidade humana.
Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotograf