A descoberta de um corpo em uma área de mata em Embu-Guaçu, na manhã deste domingo (11), trouxe um novo e dramático capítulo para o caso do desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, há fortes indícios de que o corpo seja do agente, embora a identidade ainda dependa de reconhecimento familiar ou exame de DNA.
O local foi indicado à polícia após uma denúncia anônima. Equipes da Polícia Militar de São Paulo, com apoio de cães farejadores e setores de inteligência, chegaram à área e encontraram o cadáver com características compatíveis às do PM desaparecido. O caseiro do sítio onde o corpo foi localizado foi preso temporariamente.
As investigações apontam que Fabrício teria se envolvido em uma discussão com um traficante em uma comunidade da Zona Sul da capital paulista. Três suspeitos já estão presos temporariamente, e um deles afirmou em depoimento que o policial foi morto por integrantes do crime organizado após ter se identificado como PM.
No sábado (10), mais de 80 agentes participaram de uma grande operação de buscas, inicialmente concentrada nas imediações da Represa de Guarapiranga. A ação foi ampliada e incluiu varreduras em áreas alagadas, diante da suspeita de ocultação do corpo em local de difícil acesso.
Imagens analisadas pela polícia mostram o carro de Fabrício circulando próximo à comunidade Horizonte Azul no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por outro veículo. O automóvel do PM foi encontrado incendiado em Itapecerica da Serra, o que reforçou a suspeita de tentativa de destruição de provas. Em um dos veículos apreendidos, investigadores localizaram galões com forte cheiro de gasolina.
Fabrício estava de férias, havia ido visitar familiares na região do M’Boi Mirim e planejava se casar no civil na sexta-feira (9). Antes de desaparecer, ele chegou a relatar ao irmão que havia sido ameaçado após um desentendimento com um traficante local, temendo inclusive pela segurança da família.
O caso segue sob investigação e conta com apoio do Departamento PM Vítima da Corregedoria da corporação. A polícia pede que qualquer informação seja repassada de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no número 181.

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Redação Brasil News