O médico Claudio Birolini, responsável pelo acompanhamento de Jair Bolsonaro, recomendou uma rotina rigorosa de cuidados médicos para o ex-presidente enquanto ele permanece sob custódia na Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º), após permanecer internado no Hospital DF Star, onde passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Logo após a alta, ele retornou à Superintendência da PF, local onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Segundo o relatório médico, anexado ao pedido da defesa para conversão da pena em prisão domiciliar — solicitação que acabou sendo negada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — o tratamento indicado inclui uma série de medidas preventivas e de acompanhamento contínuo.
Entre as recomendações estão dieta fracionada em seis refeições diárias, hidratação rigorosa, uso contínuo de aparelho CPAP para apneia do sono, controle permanente da pressão arterial e monitoramento laboratorial frequente de indicadores como glicemia, colesterol, creatinina e hemoglobina. O documento também aponta a necessidade de fisioterapia motora diária, estímulo muscular resistido e cuidados específicos para evitar quedas e episódios de broncoaspiração.
O laudo médico alerta ainda que, considerando a idade do paciente e suas comorbidades, o descumprimento dessas orientações pode resultar em complicações graves. A equipe médica recomenda atendimento imediato em casos de crises persistentes de soluço, hipertensão, dores abdominais, náuseas, vômitos ou alterações no nível de consciência.
Durante o período de internação, Bolsonaro passou por quatro procedimentos cirúrgicos em apenas uma semana. Além da cirurgia de hérnia, ele foi submetido a intervenções para conter crises de soluço e a exames que confirmaram quadros persistentes de gastrite e esofagite. Segundo informações médicas, o ex-presidente também solicitou a prescrição de antidepressivos.
A Polícia Federal foi procurada para informar como pretende cumprir as recomendações médicas dentro da unidade. Até o momento, não houve resposta oficial.

As dietas médicas no pós-operatório são planejadas para proteger o organismo, evitar complicações e acelerar a recuperação. Elas variam conforme o tipo de cirurgia, o estado clínico do paciente e a tolerância do sistema digestivo. Em geral, seguem uma progressão em etapas:
🥤 1. Dieta líquida clara
Quando é usada: logo após a cirurgia ou quando o intestino ainda está “acordando”.
Objetivo: hidratar e testar a tolerância digestiva, sem sobrecarregar o organismo.
Exemplos:
- Água
- Água de coco
- Chá claro (sem açúcar ou leite)
- Gelatina
- Caldo coado
👉 Não contém fibras nem gordura.
🥛 2. Dieta líquida completa
Quando é usada: se a dieta líquida clara for bem tolerada.
Objetivo: fornecer mais energia e proteínas, mantendo fácil digestão.
Exemplos:
- Sopas batidas e coadas
- Leite e iogurte
- Vitaminas batidas
- Mingau ralo
🥣 3. Dieta pastosa
Quando é usada: fase intermediária da recuperação.
Objetivo: reintroduzir alimentos mais consistentes sem exigir mastigação intensa.
Exemplos:
- Purês
- Papas
- Arroz bem amassado
- Carnes desfiadas ou trituradas
🍽️ 4. Dieta branda
Quando é usada: quando o sistema digestivo já está mais estável.
Objetivo: aproximar-se da alimentação normal, evitando irritações.
Exemplos:
- Arroz, macarrão simples
- Frango ou peixe grelhado
- Legumes cozidos
- Frutas macias (banana, mamão)
🚫 Evita-se frituras, alimentos gordurosos, condimentados e bebidas alcoólicas.
⏰ Dieta fracionada (muito comum no pós-operatório)
Independentemente da consistência, é comum a recomendação de refeições fracionadas:
✔️ 5 a 6 pequenas refeições por dia
✔️ Evita distensão abdominal
✔️ Reduz náuseas, refluxo e queda de pressão
✔️ Facilita digestão e absorção de nutrientes
💧 Hidratação e cuidados extras
- Ingestão regular de líquidos
- Monitoramento da pressão arterial
- Suplementos nutricionais, se necessário
- Ajustes conforme exames e evolução clínica
⚠️ Por que é tão importante seguir a dieta?
Não respeitar a dieta pós-operatória pode causar:
- Náuseas e vômitos
- Dor abdominal
- Refluxo e broncoaspiração
- Atraso na cicatrização
- Infecções e complicações metabólicas
Foto: Arquivo pessoal / Divulgação médica
Redação Brasil News