Uma denúncia feita por uma passageira levou agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) a descobrirem uma carga de produtos importados avaliada em mais de R$ 16 mil escondida junto ao corpo de uma mulher na Rodoviária de Santos, no litoral paulista.
O caso aconteceu após uma testemunha notar um comportamento considerado suspeito durante a viagem de ônibus. Segundo relatos, a mulher utilizava uma sacola presa às pernas para ocultar diversos objetos, o que inicialmente levantou a suspeita de possível transporte de drogas.
Diante da situação, equipes da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) foram acionadas para realizar a abordagem. Durante a revista, os agentes não encontraram entorpecentes, mas localizaram diversos produtos eletrônicos e perfumes importados sem comprovação fiscal.
Entre os itens apreendidos estavam dois iPhones 17 Pro Max, um Apple Watch e seis perfumes importados. As mercadorias foram avaliadas em aproximadamente US$ 3 mil, valor equivalente a cerca de R$ 16,1 mil na cotação atual.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades, a mulher havia retornado recentemente do Paraguai. Após desembarcar na capital paulista, ela embarcou em outro ônibus com destino a Santos e pretendia seguir viagem para o município de Guarujá, onde reside.
Durante a abordagem, a passageira admitiu que transportava os produtos. As autoridades também constataram que ela já havia sido abordada anteriormente em uma ocorrência semelhante, quando carregava cerca de R$ 11 mil em mercadorias importadas.
Por conta da situação, a mulher foi encaminhada para procedimentos na Polícia Federal. No entanto, como o valor dos tributos relacionados às mercadorias não atingiu o limite previsto pela legislação para caracterização de prisão em flagrante, ela foi ouvida e posteriormente liberada.
Os produtos permaneceram apreendidos pela Receita Federal, que formalizou a retenção das mercadorias. O órgão informou que, caso seja confirmada a importação irregular, os itens poderão ser definitivamente confiscados e destinados conforme determina a legislação vigente.
O caso reforça a fiscalização realizada em terminais rodoviários e pontos estratégicos de transporte, utilizados frequentemente para o deslocamento de mercadorias trazidas do exterior sem o devido recolhimento de impostos.
Foto: Reprodução/GCM de Santos
Redação – Ana Flavia