Crueldade extrema! Laudo confirma que médica foi esfaqueada pelas costas e sofreu esganadura antes de morrer em Maringá.

Brasil

A perícia médica do Instituto Médico Legal trouxe à tona a dinâmica aterrorizante do crime que chocou o Paraná. De acordo com a delegada Paloma Batista, responsável pela investigação na Delegacia da Mulher de Maringá, a concentração de lesões perfurocortantes nas regiões cervical, dorsal e escapular comprova que Gassi Mazia foi golpeada injustamente pelas costas. Além dos cortes profundos de faca, foram identificadas escoriações no pescoço compatíveis com constrição cervical manual, apontando que a médica também foi esganada durante a agressão.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da médica, o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o investigado cometeu o feminicídio por não aceitar o fim do relacionamento conturbado. Na noite da tragédia, o bebê de apenas oito meses do casal permaneceu trancado dentro do imóvel enquanto a mãe morria. O suspeito teria colocado a criança para dormir antes de fugir para a cidade de Mandaguari, onde acabou confessando o ato a uma familiar e sendo localizado ferido pela polícia.

Exonerado do cargo comissionado de assessor da Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Marialva logo após a prisão, João Vitor foi levado para interrogatório oficial após receber alta hospitalar. Diante da delegada, o acusado exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio e recusou-se a responder aos questionamentos, inclusive após a polícia oferecer a opção de respostas por escrito devido a lesões em sua fala. Ele foi transferido para a Cadeia Pública de Maringá.

A morte prematura de Gassi Mazia, médica atuante na atenção básica de saúde na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, gerou imensa comoção e revolta na população local e entre profissionais da saúde. O filho do casal foi resgatado sem ferimentos após vizinhos ouvirem seu choro prolongado dentro do apartamento e acionarem as forças de segurança. A criança está sob os cuidados da família da médica enquanto o inquérito policial entra em fase de conclusão.

Foto: Reprodução / Redes Sociais | Redação – Thiago Salles

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