Confusão e pânico na balada: Deputado Marcelo Aguiar é detido após disparo de arma de fogo em casa noturna de São Paulo.

Política

Uma madrugada de festa no bairro nobre do Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, terminou em momentos de pânico e correria após um disparo de arma de fogo efetuado dentro do estabelecimento Santo Cupido. O incidente envolveu o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), que foi detido e algemado por policiais militares após se envolver em um tumulto no camarote da casa noturna. O projétil disparado provocou desespero entre os frequentadores, e o apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte, relatou ter sentido o impacto da bala perto de seu pé.

De acordo com relatos prestados por testemunhas e policiais presentes na ocorrência, o parlamentar estava visivelmente alcoolizado e apresentando comportamento inadequado. Frequentadores relataram que o deputado estaria importunando mulheres no local, insistindo em toques indesejados, segurando nas mãos e tentando contato físico com frequentadoras que demonstraram incômodo. A situação gerou a reação de homens que estavam na mesma mesa e foram tirar satisfação com o político, dando início a uma áspera discussão.

Durante a confusão, o deputado acabou caindo no chão, momento em que ocorreu o disparo de sua pistola Glock calibre .380, para a qual possui porte autorizado. A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para a hipótese de um tiro acidental ocorrido durante a queda, enquanto o boletim registrado pela Polícia Militar cita que o parlamentar teria sacado a arma ao se sentir acuado. Encaminhado à delegacia, Marcelo Aguiar chorou durante o atendimento. Por possuir imunidade parlamentar e pelo fato de o crime de disparo de arma de fogo prever fiança, ele foi liberado e responderá ao processo em liberdade.

O caso ganhou novos desdobramentos com a apuração sobre irregularidades adicionais. Além dos relatos sobre importunação sexual, o veículo utilizado pelo deputado estava estacionado em frente à casa noturna utilizando placas oficiais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sem o devido cadastro oficial, o que motivou a abertura de apuração no Conselho de Ética da Casa. Em nota, a assessoria do parlamentar alegou que ele sofreu uma reação adversa devido ao uso de medicamentos fortes e negou que ele tenha efetuado o disparo intencionalmente.

Foto: Reprodução / Divulgação

Redação – Thiago Salles

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