Brasil avança no combate ao HIV e se aproxima de certificação internacional

Saúde e Bem Estar

O Brasil deu mais um passo importante no enfrentamento à transmissão vertical do HIV, que ocorre de mãe para filho durante a gestação, o parto ou a amamentação. Segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o país registrou em 2023 uma taxa inferior a 2% de transmissão e menos de 0,5 caso por mil nascidos vivos, um marco que posiciona o Brasil entre os países candidatos a receber a certificação internacional de eliminação desse tipo de contágio.

A entrega do relatório com os indicadores ocorreu durante a abertura de um importante congresso sobre infecções sexualmente transmissíveis, no Rio de Janeiro, com presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele destacou que o feito é resultado de políticas públicas robustas, da atuação conjunta entre União, estados e municípios e da retomada do fortalecimento do SUS.

A certificação internacional é uma das metas do programa Brasil Saudável, que visa eliminar, até 2030, a transmissão vertical não apenas do HIV, mas também de outras doenças como sífilis, hepatite B, doença de Chagas e HTLV.

Além disso, o país registrou avanços expressivos em políticas de prevenção, como a ampliação do acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que atingiu mais de 180 mil usuários em 2025. O SUS também ampliou a oferta de testes rápidos combinados para HIV e sífilis, sobretudo no acompanhamento pré-natal.

O Brasil já conta com certificações subnacionais: 151 municípios e sete estados atingiram critérios para selos de qualidade relacionados à eliminação da transmissão vertical. A previsão é que, até o fim de 2025, mais de 70 municípios e 10 estados sejam certificados, ampliando o alcance da iniciativa.

Outro destaque foi o lançamento do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir as filas no SUS com foco em atendimentos especializados. A proposta reforça o compromisso com a gestão eficiente e o acesso universal à saúde de qualidade.

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