O município de Bonito, em Mato Grosso do Sul, referência internacional em ecoturismo, passou a adotar oficialmente a Taxa de Conservação Ambiental (TCA), que agora é obrigatória para todos os turistas que visitam a cidade. A nova cobrança tem como objetivo garantir recursos permanentes para a preservação ambiental e a manutenção da infraestrutura turística.
A taxa deve ser paga por dia de permanência do visitante no município e será revertida para ações como conservação de nascentes, proteção dos rios de águas cristalinas, recuperação de trilhas, controle do impacto ambiental e fiscalização de áreas sensíveis. A medida busca assegurar que o crescimento do turismo não comprometa os principais patrimônios naturais da região.
Segundo a administração municipal, o aumento constante no fluxo de turistas tornou indispensável a criação de uma fonte fixa de recursos voltada exclusivamente ao meio ambiente. Bonito recebe visitantes de todas as partes do Brasil e do exterior, atraídos por atividades como flutuação em rios, mergulho em cavernas, visitas a grutas e cachoeiras.
A cobrança da taxa seguirá modelo parecido ao já adotado em outros destinos turísticos sustentáveis do país e do exterior. O pagamento será feito de forma digital, por meio de cadastro do turista, facilitando o controle e a fiscalização.
Moradores do município, guias locais e trabalhadores do setor turístico veem a medida como positiva, desde que haja transparência na aplicação dos recursos. O entendimento é de que a preservação dos atrativos naturais garante não apenas o equilíbrio ambiental, mas também a continuidade da atividade econômica que movimenta a cidade.
Bonito é considerado um dos principais modelos de turismo sustentável do Brasil, com rígido controle de visitantes em seus atrativos, regras de preservação e monitoramento constante da qualidade da água e dos ecossistemas. A taxa ambiental surge como mais um instrumento para garantir que esse padrão seja mantido ao longo dos próximos anos.

Foto: Marcos Prado
Redação Brasil News