Boicote à Copa de 2026 pode implodir a TV aberta: Globo e SBT no fio da navalha.

Esportes

A Copa do Mundo sempre foi o maior trunfo da TV aberta brasileira — e, justamente por isso, um eventual boicote ao torneio de 2026 é visto nos bastidores como um cenário catastrófico. Movimentos que circulam nas redes sociais, especialmente na Europa, levantam a hipótese de seleções se recusarem a disputar a competição, o que coloca em xeque o principal produto esportivo do próximo ano.

Para emissoras como a Globo e o SBT, a Copa não é apenas entretenimento: é sobrevivência. O evento concentra investimentos publicitários, garante picos de audiência e atrai um público que, fora do futebol e de grandes coberturas jornalísticas, tem migrado cada vez mais para plataformas digitais.

Os sinais do poder do futebol já apareceram antes mesmo do Mundial. Transmissões recentes das Eliminatórias e de competições internacionais mostraram força no ibope, sobretudo nos grandes centros urbanos, que pesam decisivamente no mercado publicitário. O SBT, por exemplo, colheu resultados positivos ao apostar em torneios continentais, reforçando a percepção de que o esporte ainda é um dos últimos conteúdos capazes de “parar o país” diante da TV.

O problema é que um boicote — seja por decisões políticas, pressões diplomáticas ou rejeição do público — pode desmontar toda essa engrenagem. A perda de interesse afetaria contratos, reduziria valores de anúncios e comprometeria planejamentos feitos com anos de antecedência. O temor aumenta diante da proximidade entre a FIFA e o ex-presidente dos EUA Donald Trump, fator que tem alimentado críticas e polarização em torno do evento.

Embora o risco de boicote ainda seja considerado remoto — inclusive pelo receio de punições esportivas às seleções —, o simples debate já expõe a fragilidade do modelo da TV aberta. Em um cenário de atenção fragmentada e concorrência digital feroz, a Copa do Mundo segue sendo o último grande espetáculo capaz de garantir audiência massiva. Sem ela, Globo e SBT enfrentariam um dos maiores desafios de sua história recente.

Crédito da foto: Reprodução / Reuters

Redação Brasil News

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