A Grande São Paulo ainda enfrenta os efeitos do forte vendaval registrado na madrugada de quarta-feira (10), que provocou um apagão de grandes proporções. Nesta sexta-feira (12), mais de meio milhão de imóveis permaneciam sem fornecimento de energia elétrica, segundo dados divulgados pela concessionária Enel. O pico da crise chegou a atingir cerca de 2,2 milhões de endereços.
A interrupção prolongada da eletricidade também afetou diretamente o abastecimento de água. A Sabesp informou que a ausência de energia impede o funcionamento de bombas e sistemas de distribuição, deixando bairros inteiros sem água, especialmente em regiões mais altas e afastadas dos reservatórios.
Para tentar acelerar a normalização, a Enel afirmou ter reforçado suas equipes de manutenção, com cerca de 1,6 mil times atuando nas ruas, além do uso de aproximadamente 700 geradores em áreas críticas. Mesmo assim, a empresa admite que, em alguns pontos, o restabelecimento é mais demorado devido à necessidade de reconstrução da rede elétrica, incluindo troca de postes, transformadores e cabos.
A Sabesp, por sua vez, mobilizou cerca de 15 mil funcionários e passou a utilizar geradores em estações e reservatórios, além do envio de caminhões-pipa para atender as regiões mais afetadas. Em cidades como Guarulhos, Caieiras, Francisco Morato e Mairiporã, o abastecimento começou a ser retomado de forma gradual, enquanto outros locais seguem dependendo de soluções emergenciais.
Moradores relatam transtornos que vão além da falta de conforto. Em alguns condomínios, geradores precisaram ser acionados para manter serviços básicos, o que gerou custos elevados com combustível. Em outros casos, a escassez de água obrigou famílias a recorrerem a galões e à ajuda de parentes e vizinhos.
A situação é ainda mais delicada para idosos e pessoas com mobilidade reduzida, que enfrentam dificuldades adicionais sem elevadores, água encanada e energia elétrica. Síndicos e moradores cobram respostas mais rápidas das concessionárias e maior preparo diante de alertas climáticos que já indicavam a possibilidade de temporais intensos.
Enquanto isso, não há um prazo definitivo para a normalização completa dos serviços em toda a região metropolitana, e parte da população segue lidando com os impactos de um dos maiores apagões recentes em São Paulo.

Foto: Tiago Queiroz
Redação Brasil News