Rastro de destruição: O filme que jogou R$ 800 milhões no lixo e ainda detém o título de maior fiasco de Hollywood.

Mundo Nerd

No glamoroso universo de Hollywood, nem tudo que reluz é ouro — às vezes, é um prejuízo bilionário. Se de um lado temos a lista seleta de produções que ultrapassaram a barreira do bilhão, do outro existe um recorde que ninguém quer bater: o de filme mais desastroso da sétima arte. Há exatos 14 anos, esse título pertence a John Carter – Entre Dois Mundos.

Lançado em 2012 com a promessa de ser a nova grande franquia de ficção científica da Disney, o longa dirigido por Andrew Stanton teve um orçamento de live-action em 3D sem precedentes. No entanto, o retorno foi um balde de água fria. De acordo com o Livro Guinness dos Recordes, a Casa do Rato amargou uma perda oficial de 160 milhões de dólares. Para se ter uma dimensão do estrago, esse valor seria suficiente para produzir sucessos como Mad Max: Estrada da Fúria ou Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge — filmes que, ao contrário de Carter, multiplicaram seus investimentos.

Mas por que um projeto tão caro deu tão errado? Analistas apontam uma “tempestade perfeita”: a falta de carisma e apelo de Taylor Kitsch como protagonista, uma campanha de marketing confusa e a concorrência desleal com outros blockbusters na época. O resultado foi o cancelamento imediato de qualquer plano de continuação e um lugar cativo na história como o maior “fiasco” de todos os tempos.

Curiosamente, o tempo parece estar sendo generoso com a obra. Hoje, disponível no Disney+, John Carter vem sendo redescoberto por uma nova geração de espectadores que o enxergam como um filme injustiçado e visualmente deslumbrante, ainda que o buraco financeiro que ele deixou continue sendo o maior já registrado nos livros de contabilidade de Hollywood.

Foto: Divulgação/Disney

Redação – Thiago Salles

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