O desaparecimento de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck continua sendo um dos maiores mistérios sem solução do Brasil. Mais de 13 anos após sumir durante uma excursão religiosa ao Santuário Nacional de Aparecida, o paradeiro da aposentada segue desconhecido, deixando familiares mergulhados em dor, dúvidas e esperança.
Beatriz desapareceu em 2012 enquanto participava de uma viagem de idosos que saiu da cidade de Portão, no Rio Grande do Sul, com destino ao interior paulista. Segundo relatos da família, ela estava acompanhada do marido, Delmar Winck, quando tudo aconteceu.
Durante uma parada para compras no complexo religioso, Delmar entrou rapidamente em uma loja para efetuar um pagamento e pediu que a esposa aguardasse do lado de fora. Poucos minutos depois, ao retornar, percebeu que Beatriz havia desaparecido sem deixar qualquer vestígio.
Naquele dia, aproximadamente 200 mil romeiros circulavam pelo Santuário de Aparecida, dificultando ainda mais as buscas. A ausência de câmeras de monitoramento na área exata onde Beatriz foi vista pela última vez acabou comprometendo a investigação desde o início.
Desde então, a família nunca deixou de procurar respostas.
O filho do casal, João Carlos Winck, afirmou em entrevistas que mantém a esperança de encontrar a mãe viva, acreditando que ela possa ter sofrido perda de memória.
Mesmo após tantos anos, ele diz que a família continua preparada para qualquer possibilidade, inclusive a pior delas.
O caso também marcou profundamente a vida de Delmar Winck, marido de Beatriz, que morreu em novembro de 2025, aos 95 anos, sem descobrir o que realmente aconteceu com a esposa.
Em entrevistas dadas ao longo dos anos, Delmar relatou o sofrimento causado pelo desaparecimento e revelou que nunca conseguiu retomar a vida normalmente após a tragédia.
Segundo ele, encontros familiares, datas comemorativas e celebrações perderam completamente o sentido sem a presença de Beatriz, considerada o elo principal da família.
Logo após o desaparecimento, Delmar permaneceu cerca de 49 dias em Aparecida acompanhado pelos filhos, realizando buscas em hospitais, asilos, casas de repouso e instituições da região na tentativa de localizar qualquer pista sobre o paradeiro da esposa.
A família também chegou a denunciar sensação de abandono e descaso durante as investigações.
Sem imagens, testemunhas confiáveis ou provas concretas, o caso acabou entrando para a lista dos grandes desaparecimentos misteriosos do país.
Até hoje, nenhuma linha investigativa conseguiu esclarecer o que realmente aconteceu com Beatriz Winck naquele dia no Santuário Nacional de Aparecida.
Enquanto isso, familiares seguem convivendo com a dor da ausência e a angústia de não terem respostas sobre um caso que continua intrigando o Brasil.
Foto: Reprodução/Instagram
Redação – Thiago Salles