Ataque brutal em escola no Acre deixa mortos e alunos fogem pelo telhado em cena de desespero.

Brasil

Um ataque a tiros dentro do Instituto São José deixou duas funcionárias mortas e outras pessoas feridas nesta terça-feira em Rio Branco.

Segundo informações das autoridades, o responsável pelos disparos é um adolescente de 13 anos, estudante da própria instituição. O jovem entrou normalmente no prédio escolar e abriu fogo em um corredor próximo à direção.

De acordo com a Polícia Militar do Acre, além das duas vítimas fatais, uma funcionária e uma estudante de 11 anos ficaram feridas durante o ataque. A criança teria sido atingida na perna e encaminhada para atendimento hospitalar.

Testemunhas relataram momentos de pânico dentro da escola. Muitos estudantes tentaram fugir correndo e alguns chegaram a se refugiar no telhado do prédio para escapar dos tiros.

Funcionários de um hotel localizado ao lado da escola afirmaram ter ouvido diversos disparos e gritos de desespero vindos da instituição. Um dos alunos conseguiu pular o muro que separa os dois locais e buscou abrigo no hotel.

Após o ataque, o adolescente se entregou às autoridades. A polícia também deteve o padrasto do menor, proprietário da arma utilizada no crime, uma pistola calibre .380.

As investigações apontam ainda que outros estudantes poderiam ter conhecimento prévio sobre o atentado. A Polícia Civil trabalha para identificar possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do ataque.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram cenas de desespero do lado de fora da escola, com familiares, alunos e funcionários chorando enquanto equipes policiais e ambulâncias cercavam a área.

O governo do Acre divulgou nota oficial lamentando a tragédia e prestando solidariedade às famílias das vítimas. Equipes de apoio psicológico foram mobilizadas para atender alunos, professores e funcionários afetados emocionalmente pelo caso.

Como medida de segurança, as aulas foram suspensas por três dias em todas as escolas do estado.

O ataque reacendeu o debate sobre segurança nas instituições de ensino brasileiras, diante do aumento de casos violentos registrados nos últimos anos em diferentes regiões do país.

Foto: STRINGER
Redação – Thiago Salles

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