Uma descoberta impressionante está ajudando a reescrever a história dos aracnídeos. Cientistas identificaram uma nova espécie fossilizada de opilião — grupo que pertence aos aracnídeos — preservada em âmbar há cerca de 35 milhões de anos.
Batizado de Balticolasma wunderlichi, o espécime foi encontrado em peças de resina fossilizada provenientes da Ucrânia e da região do Mar Báltico. A pesquisa foi publicada na revista científica Acta Palaeontologica Polonica.
Os opiliões fazem parte da mesma classe das aranhas e escorpiões, mas possuem características próprias, como corpo compacto e pernas longas. Hoje, esse grupo específico não é mais encontrado na Europa, sendo restrito a regiões da Ásia e das Américas.
A análise dos fósseis utilizou tecnologias avançadas, como microscopia e tomografia computadorizada, permitindo aos pesquisadores reconstruir digitalmente a anatomia do animal em três dimensões. Os exames revelaram detalhes como estruturas ornamentadas no corpo, padrões complexos na cabeça e pernas alongadas — com destaque para o segundo par, significativamente maior.
A descoberta também traz informações importantes sobre o passado do planeta. Durante o período Eoceno, quando o animal viveu, o clima no norte europeu era mais quente e semelhante a regiões subtropicais, favorecendo uma biodiversidade muito diferente da atual.
Segundo especialistas, o achado indica que esses aracnídeos tinham uma distribuição muito mais ampla no hemisfério norte há milhões de anos. Além disso, trata-se do primeiro registro fóssil conhecido do grupo ao qual a espécie pertence, ampliando o conhecimento sobre sua evolução.
Pesquisadores destacam que novas descobertas serão fundamentais para entender melhor como esses animais se espalharam e desapareceram ao longo do tempo.
Foto: Acta Palaeontologica Polonica
Redação – Thiago Salles