Um novo estudo publicado na revista Nature Medicine trouxe um alerta preocupante para a saúde global: a bactéria Helicobacter pylori, comum no estômago humano, pode estar por trás de até 12 milhões de casos de câncer ao longo de uma única geração.

Presente em grande parte da população mundial, a Helicobacter pylori muitas vezes não causa sintomas, o que dificulta sua identificação precoce. No entanto, quando não tratada, ela pode provocar inflamações crônicas no estômago e evoluir para doenças mais graves, incluindo o câncer gástrico.
Segundo os pesquisadores, a adoção de estratégias de rastreamento em larga escala e o tratamento adequado poderiam reduzir em até 75% os casos previstos da doença. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, especialmente em regiões onde a infecção é mais comum.
A transmissão da bactéria ocorre principalmente por água e alimentos contaminados ou pelo contato direto com secreções, sendo mais frequente em locais com condições sanitárias precárias.
Entre os sintomas que podem surgir em casos mais avançados estão dor abdominal, náuseas, sensação de estômago cheio, perda de apetite e, em situações mais graves, sangramentos e perda de peso significativa.
Especialistas destacam que o tratamento costuma ser eficaz, envolvendo o uso de antibióticos e medicamentos que reduzem a acidez do estômago. Ainda assim, muitas pessoas convivem com a bactéria sem saber, o que aumenta o risco de complicações ao longo do tempo.
O estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção, além de campanhas de conscientização sobre hábitos de higiene e cuidados com a saúde digestiva.

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Redação – Thiago Salles