Caso de estupro coletivo em Copacabana revela novas denúncias e padrão de violência, aponta investigação.

Brasil

Uma denúncia de estupro coletivo ocorrida em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, desencadeou novas investigações após outras possíveis vítimas procurarem a polícia relatando episódios semelhantes envolvendo os mesmos suspeitos.

O caso veio à tona depois que uma adolescente de 17 anos relatou às autoridades que foi vítima de violência sexual dentro de um apartamento no bairro. Segundo as investigações, o crime teria ocorrido no dia 31 de janeiro.

De acordo com o depoimento da jovem, ela foi convidada para ir ao local por um colega de escola, também menor de idade, com quem já havia se relacionado anteriormente. O apartamento onde ocorreu o encontro pertence à família de um dos investigados.

Registros de câmeras de segurança mostram que três dos suspeitos entraram no prédio por volta das 19h24. Minutos depois, a adolescente chegou acompanhada do menor.

Segundo o relato apresentado à polícia, a jovem foi levada até um quarto do imóvel e, em seguida, outros rapazes entraram no local. Ela afirmou que recusou as investidas, mas acabou sendo imobilizada.

A vítima declarou que as agressões físicas e sexuais ocorreram durante cerca de uma hora. O delegado responsável pela investigação informou que exames realizados pelo Instituto Médico-Legal identificaram lesões compatíveis com o depoimento.

Após o ocorrido, imagens de segurança registraram o momento em que a vítima deixa o prédio acompanhada do menor. Em outra gravação, alguns dos jovens aparecem dentro do elevador do edifício comemorando.

Com a repercussão do caso, outras jovens passaram a procurar a polícia. Uma mãe relatou que sua filha, que tinha 14 anos na época, também teria sido vítima de violência sexual praticada por integrantes do mesmo grupo anos antes.

Outra mulher, atualmente maior de idade, afirmou ter sido abusada por um dos acusados durante uma festa. Segundo ela, o trauma impediu que denunciasse o ocorrido na época, mas decidiu procurar as autoridades após tomar conhecimento do caso recente.

Alguns dos suspeitos estudam no Colégio Pedro II. Em nota, a instituição informou que abriu um procedimento disciplinar para apurar os fatos e que todas as denúncias estão sendo analisadas. O processo pode resultar em medidas administrativas contra os alunos envolvidos.

Atualmente, quatro suspeitos maiores de idade se apresentaram à polícia e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O adolescente de 17 anos foi apreendido e levado para uma unidade do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase).

As defesas dos acusados afirmaram que irão contestar as acusações durante o andamento do processo judicial.

Foto: Reprodução / Fantástico

Redação Brasil News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *