O agravamento da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã provocou um movimento generalizado de aversão ao risco nos mercados financeiros nesta terça-feira (3). Bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos registraram perdas expressivas, enquanto investidores buscaram proteção no dólar e no petróleo.
Em Nova York, os índices de Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e Nasdaq Composite operavam com quedas superiores a 2% por volta das 12h30, refletindo o temor de que o conflito se amplie e pressione ainda mais a inflação global.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX Europe 600 recuava mais de 3%. Em Londres, o FTSE 100 caía acima de 3%, enquanto o CAC 40, de Paris, e o DAX, de Frankfurt, registravam perdas expressivas.
Os mercados asiáticos já haviam fechado no vermelho. O sul-coreano Kospi despencou mais de 7%, em seu pior desempenho em mais de um ano e meio. O Nikkei 225, no Japão, também caiu com força, assim como o Hang Seng Index, em Hong Kong.
No Brasil, o Ibovespa recuava mais de 4%, aos 181 mil pontos. Nem mesmo a disparada do petróleo conseguiu sustentar ações do setor. Paralelamente, o dólar avançava com força, sendo cotado acima de R$ 5,30, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana.
No mercado de energia, o barril do Brent crude oil superava os US$ 80, enquanto o West Texas Intermediate registrava ganhos ainda mais intensos. O temor de interrupções no Estreito de Ormuz — responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo — elevou as preocupações com o abastecimento.
O índice do dólar (DXY) também operava em alta, indicando busca por segurança. Já metais preciosos, que haviam subido na véspera, apresentavam correção nesta sessão.
O cenário reforça o temor de que um conflito prolongado no Oriente Médio possa gerar um novo choque de energia, pressionar cadeias globais de suprimentos e dificultar o controle da inflação em diversas economias.
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Redação Brasil News