Caso Orelha vira clamor nacional e leva multidão à Paulista.

Brasil

A morte do cão comunitário Orelha provocou uma onda de indignação em todo o país. Centenas de pessoas ocuparam a Avenida Paulista para exigir justiça e o fim da violência contra animais, enquanto atos semelhantes se espalham por outras capitais brasileiras.

A Avenida Paulista, em São Paulo, foi tomada neste domingo por centenas de manifestantes que exigiram justiça pela morte do cão comunitário Orelha. O ato aconteceu em frente ao MASP, tradicional palco de manifestações, e reuniu pessoas de diferentes idades, muitas acompanhadas de seus próprios animais de estimação, em um protesto marcado por emoção e revolta.

Cartazes, imagens do cachorro e gritos pedindo o fim da violência contra animais dominaram a manifestação. O nome de Orelha foi repetido diversas vezes pelos participantes, que transformaram o animal em símbolo nacional da luta contra maus-tratos. A mobilização não ficou restrita à capital paulista: protestos semelhantes estão previstos no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília, ampliando a pressão por respostas das autoridades.

O caso ganhou repercussão após Orelha, um cão de aproximadamente dez anos, ser brutalmente agredido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava, em Florianópolis. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal precisou passar por eutanásia. A Polícia Civil aponta quatro adolescentes como principais suspeitos e investiga se os atos praticados podem incluir outros crimes além de maus-tratos. Há ainda indícios de uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, que conseguiu escapar.

A presidente do Instituto Amor em Patas, Nadini Marini, destacou o impacto da mobilização. Segundo ela, raramente um caso atinge tamanha proporção e consegue unir tantas pessoas em torno de um mesmo propósito. Para os manifestantes, o protesto não é apenas por Orelha, mas por milhares de animais vítimas de violência que não ganham visibilidade.

Foto: Renan Fiuza
Redação Brasil News

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