O espetáculo que encantou milhões de pessoas na virada do ano deixou um rastro gigantesco nas ruas e praias do Rio de Janeiro. Logo nas primeiras horas de 2026, uma verdadeira força-tarefa entrou em ação para dar conta do volume de resíduos deixados pelo maior réveillon do mundo.
Ao todo, cerca de 5,3 mil garis foram mobilizados para atuar nas áreas dos 13 palcos espalhados pela cidade. O maior desafio está em Copacabana, onde aproximadamente 2 mil profissionais trabalham intensamente na limpeza da areia, calçadões e vias de acesso.
Segundo a Comlurb, a previsão é de que mais de 600 toneladas de lixo sejam recolhidas apenas em Copacabana — um aumento estimado de cerca de 30% em relação ao ano anterior, quando foram retiradas 490 toneladas. Os números finais ainda estão sendo consolidados conforme os caminhões seguem para o aterro.
A dimensão da limpeza reflete o tamanho da festa. De acordo com a Riotur, mais de 5 milhões de pessoas participaram das comemorações em toda a cidade. Somente em Copacabana, cerca de 2,6 milhões acompanharam a queima de fogos que iluminou o céu por 12 minutos, além do inédito espetáculo de drones e dos shows de grandes nomes da música brasileira.
Na véspera do Réveillon, o Rio de Janeiro recebeu do Guinness Book o título de maior réveillon do mundo, levando em conta o público e a estrutura do evento. Agora, o desafio é devolver rapidamente à cidade seu visual habitual, garantindo praias limpas e vias liberadas para moradores e turistas.
Enquanto a festa entra para a história, o trabalho silencioso dos garis garante que o Rio comece 2026 pronto para receber novos visitantes — e novos desafios.


Foto: Divulgação / Comlurb
Redação Brasil News