A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, utilizou as redes sociais para demonstrar solidariedade à jornalista Renata Mendonça, após declarações feitas pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecidamente chamado de Bap.
A polêmica teve início durante um evento de apresentação dos resultados financeiros do clube rubro-negro em 2025. Ao comentar críticas relacionadas à condução do futebol feminino, o dirigente fez ataques pessoais à jornalista, em tom considerado ofensivo e desrespeitoso, sem citá-la nominalmente, mas deixando clara a referência.
Diante da repercussão, Leila Pereira classificou a fala como um ataque machista e afirmou que dirigentes de grandes clubes têm responsabilidade institucional e social. Segundo ela, manifestações desse tipo reforçam comportamentos discriminatórios que ainda persistem no ambiente esportivo. A dirigente ressaltou ainda que mulheres seguem enfrentando resistência mesmo diante de trabalhos reconhecidos e competentes.
Leila também destacou que o futebol precisa ser um espaço de respeito e igualdade, reforçando que a presença feminina no esporte e no jornalismo não deve ser alvo de intimidação ou menosprezo. A mensagem foi amplamente compartilhada e recebeu apoio de torcedores, atletas e profissionais da imprensa.
A Grupo Globo também se pronunciou por meio de nota oficial, repudiando o que classificou como ataque misógino contra uma de suas profissionais e reafirmando seu compromisso com o respeito às mulheres e à liberdade de crítica no jornalismo esportivo.
Além da presidente do Palmeiras, diversas mulheres ligadas à mídia esportiva e a clubes brasileiros se manifestaram nas redes sociais em apoio à jornalista, criando uma corrente de solidariedade e reforçando o debate sobre machismo estrutural no futebol brasileiro.
Foto: Pedro Kirilos / Estadão
Redação Brasil News