Uma agência reguladora dos Estados Unidos iniciou uma investigação que pode resultar em sanções contra navios que operam sob bandeira da Espanha. A medida surge após o governo espanhol ter impedido, em 2024, a atracação de embarcações norte-americanas que transportavam armamentos destinados a Israel, no porto de Algeciras, na região de Cádis.
Segundo comunicado oficial, a Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos estuda alternativas que vão desde a limitação de cargas e a proibição de entrada de navios espanhóis em portos dos EUA até a aplicação de multas que podem ultrapassar US$ 2 milhões por viagem. Apesar disso, o órgão ressalta que nenhuma decisão definitiva foi tomada até o momento.
As autoridades norte-americanas apontam que ao menos três embarcações vinculadas a programas estratégicos de segurança marítima dos EUA tiveram acesso negado, e afirmam que a política espanhola responsável por essas recusas continua em vigor. Para mensurar os impactos no comércio exterior, a comissão abriu consulta junto a empresas de transporte, exportadores e outros agentes do setor marítimo.
O relatório preliminar destaca que as restrições impostas a navios com cargas relacionadas a Israel podem estar gerando condições desfavoráveis à navegação internacional envolvendo os Estados Unidos. Diante disso, a agência avalia a adoção de medidas corretivas para equilibrar o fluxo comercial e garantir igualdade de condições no transporte marítimo.
O episódio ocorre em um contexto de forte tensão diplomática. A Espanha foi um dos primeiros países europeus a reconhecer oficialmente o Estado da Palestina após o início do conflito na Faixa de Gaza, em outubro de 2023. Desde então, o posicionamento espanhol tem provocado reações de aliados de Israel.
A guerra em Gaza teve início após ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023, que resultaram em centenas de mortes e no sequestro de civis. A resposta militar israelense levou a uma ofensiva de grandes proporções, com elevado número de vítimas palestinas, ampla destruição de infraestrutura e uma crise humanitária de grandes dimensões.
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Redação Brasil News