O diretório estadual do Partido Progressistas (PP) no Paraná decidiu, por unanimidade, não autorizar a homologação da pré-candidatura do senador Sergio Moro (União Brasil) ao governo do Estado nas eleições de 2026. A decisão cria um novo impasse na federação formada entre PP e União Brasil, batizada de União Progressista, que ainda aguarda aprovação definitiva do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Mesmo diante da repercussão do caso, o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, afirmou que não pretende interferir na deliberação tomada pela direção paranaense, reforçando que a autonomia das instâncias estaduais será respeitada.
A insatisfação no Progressistas do Paraná vem sendo construída há meses. Segundo o deputado federal Ricardo Barros (PP), as conversas com o União Brasil não evoluíram de forma satisfatória desde que a federação foi anunciada, há cerca de sete meses. Para ele, faltou alinhamento político e apoio interno à candidatura de Moro.
Barros destacou ainda que o senador teve oportunidades para dialogar com lideranças locais, mas não conseguiu obter adesão suficiente dentro da sigla. O veto, de acordo com o parlamentar, é resultado direto da falta de consenso ao longo desse período de negociação.
A decisão amplia a crise entre as duas legendas no Paraná e pode impactar os planos nacionais da federação, que vinha sendo apresentada como uma das principais forças do Centrão para as eleições de 2026. Nos bastidores, dirigentes avaliam que o impasse no Estado poderá exigir novas articulações para evitar um desgaste maior da aliança.
Foto: Reprodução/Agência Senado – Marcelo Ferreira
Redação Brasil News