Corregedoria prende cinco policiais do Choque suspeitos de desvio de armas em operação na Penha e no Alemão.

Brasil

A Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (28), cinco integrantes do Batalhão de Choque suspeitos de envolvimento em crimes cometidos durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro deste ano. A ação também cumpriu 10 mandados de busca e apreensão contra outros policiais investigados.

De acordo com as apurações, dois fuzis recolhidos durante a operação não foram oficialmente apresentados nas delegacias da Polícia Civil, o que levantou a suspeita de desvio de armamento. As investigações indicam, inclusive, a possibilidade de que as armas tenham sido repassadas a criminosos. Ao todo, 10 policiais são alvo da Corregedoria.

Os presos são um subtenente e quatro sargentos, todos integrantes da tropa de elite da Polícia Militar. As ordens judiciais também autorizaram a revista dos armários funcionais dos agentes dentro do próprio Batalhão de Choque, no Centro do Rio.

As suspeitas surgiram após a análise das imagens captadas pelas câmeras corporais utilizadas pelos policiais no dia da operação. Em um dos episódios investigados, um fuzil recolhido após confronto armado não foi registrado oficialmente. Em outro caso, imagens indicam tentativa de ocultação de uma arma durante o registro de material apreendido.

A megaoperação ocorrida em outubro contou com a atuação conjunta das polícias Civil e Militar e terminou com mais de uma centena de mortos, entre policiais e suspeitos, segundo dados oficiais do governo do estado. O episódio gerou forte repercussão nacional e intensificou o monitoramento interno das forças de segurança.

Em nota, a Polícia Militar informou que não tolera desvios de conduta e reforçou que as prisões são resultado direto das evidências colhidas durante a investigação. Já a defesa de um dos policiais presos afirmou que ainda não teve acesso integral ao processo e considera as prisões precipitadas.

As investigações estão sob responsabilidade da Polícia Judiciária Militar, que segue analisando o material colhido nas buscas para aprofundar a apuração sobre a possível participação de outros envolvidos.

Foto: Betinho Casas Novas
Redação Brasil News

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *