Destruição de tornozeleira por Bolsonaro gera prejuízo aos cofres públicos e multa de quase R$ 9 mil.

Brasil

A destruição da tornozeleira eletrônica por Jair Bolsonaro durante a madrugada do último sábado (21) trouxe não apenas consequências judiciais, mas também impacto financeiro para o governo do Distrito Federal. O ex-presidente, atualmente condenado e submetido a monitoramento eletrônico em regime domiciliar, usou um ferro quente para queimar o equipamento — ato confirmado por agentes responsáveis e posteriormente admitido por ele próprio.

O dano ao dispositivo acarreta uma multa de R$ 8.820, valor previsto no contrato firmado em 2023 entre o governo do DF e a empresa UE Brasil Tecnologia, responsável pela locação e operação das tornozeleiras. O acordo prevê a disponibilização de até 4 mil unidades, além de carregadores, softwares de rastreamento e dispositivos de proteção para vítimas. Cada tornozeleira custa R$ 245 por mês, e o pacote completo ultrapassa R$ 32 milhões ao ano.

As tornozeleiras eletrônicas são projetadas para resistir a tentativas de violação, sejam acidentais ou premeditadas. Elas se conectam a sistemas judiciais como STF, STJ, TRF e TJDFT, garantindo monitoramento constante de indivíduos em processos sensíveis. Mesmo com os mecanismos de segurança, o equipamento não resistiu à ação deliberada.

Uma vez concluído o laudo pericial, que deve confirmar o vandalismo intencional, o valor da multa será arcado pelos cofres públicos, conforme determina a cláusula contratual — reforçando o impacto financeiro direto de episódios desse tipo. O caso reacende o debate sobre custos operacionais, responsabilidade patrimonial e preservação de equipamentos fornecidos pelo Estado.

Foto: Divulgação / Governo do DF
Redação Brasil News

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