China revela ao público o Jardim Qianlong, tesouro oculto por séculos na Cidade Proibida.

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A China abriu ao público um dos espaços mais preservados e misteriosos da Cidade Proibida: o Jardim Qianlong. Escondido há mais de dois séculos dentro do antigo palácio imperial, o conjunto de pavilhões e salões decorados agora pode ser visitado pela primeira vez desde sua construção no século 18.

O jardim foi projetado para ser o refúgio particular do imperador Qianlong após sua aposentadoria — algo que, na prática, nunca ocorreu. Assim, o espaço permaneceu praticamente intocado ao longo das dinastias, guardando obras, afrescos, esculturas, entalhes em madeira e elementos arquitetônicos raros que representam o auge da arte imperial chinesa.

Área do Jardim Qianlong, com suas edificações, levou 25 anos para ser restaurada (Palace Museum/Divulgação)

A reabertura faz parte de um extenso trabalho de restauração, fruto de uma parceria internacional que durou anos. Especialistas recuperaram pinturas, colunas, tetos ornamentados e peças originais, mantendo a aparência histórica e a delicadeza dos materiais da época. Entre os destaques estão os painéis tridimensionais que imitam paisagens naturais e os salões planejados para meditação e cerimônias privadas.

Localizado na porção norte da Cidade Proibida, o jardim inclui áreas de contemplação, rochedos artificiais, caminhos sinuosos e construções simétricas que seguem princípios de equilíbrio espiritual. A abertura reforça o interesse global pelo patrimônio chinês e amplia as opções culturais disponíveis aos visitantes de Pequim.

A novidade tem atraído estudiosos, turistas e admiradores da história oriental. Com o acesso agora permitido, o Jardim Qianlong se consolida como um dos espaços mais fascinantes da antiga residência imperial, oferecendo uma rara oportunidade de observar a vida íntima e estética da corte Qing.


Foto: Meng Dingbo / Xinhua

Redação Brasil News

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