A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) manteve, nesta quinta-feira (13/11), a estimativa para a produção de grãos na safra 2025/2026. Segundo o 2º Levantamento divulgado pela estatal, o Brasil deve colher 354,8 milhões de toneladas — volume 0,8% superior ao registrado no ciclo anterior e suficiente para consolidar mais um recorde nacional.
A projeção se manteve praticamente inalterada em relação ao levantamento do mês anterior, com acréscimo de apenas 126,1 mil toneladas. A área plantada também segue em expansão, devendo alcançar 84,4 milhões de hectares, avanço de 3,3% na comparação anual. Já a média de produtividade pode sofrer ligeiro recuo, estimada em 4.203 kg por hectare, queda de 2,4% frente à temporada passada.
A Conab reforça que os números ainda podem ser ajustados nos próximos meses, já que parte importante do plantio ocorre até junho, incluindo culturas de segunda e terceira safras. Condições de mercado e clima também podem interferir no resultado final.
Projeções por cultura
Soja – A oleaginosa segue como destaque da safra. A estimativa aponta produção de 177,6 milhões de toneladas, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo anterior. A área destinada ao cultivo deve chegar a 49,1 milhões de hectares. Até a semana anterior ao levantamento, 58,4% da semeadura estava concluída.
Milho – A previsão foi levemente revisada para cima, indicando colheita de 138,8 milhões de toneladas. Mesmo assim, o volume representa queda anual de 1,6%. O plantio da primeira safra atingiu 47,6%.
Algodão – A produção de pluma deverá alcançar 4 milhões de toneladas, retração de 1,2%. Apesar disso, a área plantada deve crescer 2,4%, chegando a 2,1 milhões de hectares.
Arroz – Com redução na área semeada e na produtividade, a safra de arroz está projetada em 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,5% em comparação ao ciclo anterior.
Feijão – A produção deve se manter estável, repetindo a estimativa de 3,07 milhões de toneladas.
Trigo – Já próximo ao fim da colheita, o cereal deve fechar a safra com 7,67 milhões de toneladas, redução de 2,6% em relação ao ano passado. No Paraná, a colheita já ultrapassou 88% da área, enquanto no Rio Grande do Sul atingiu 40%.
A manutenção dos números reforça o papel do Brasil como uma das principais potências agrícolas do mundo, mesmo diante de desafios climáticos e variações de mercado.
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Redação Brasil News