STJD mantém Bruno Henrique livre de suspensão e impõe multa de R$ 100 mil por ato ligado a apostas.

Esportes

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concluiu, nesta quinta-feira (13), o julgamento do recurso apresentado pelo atacante Bruno Henrique, do Flamengo, acusado de ter forçado um cartão amarelo no Brasileirão de 2023 para favorecer apostadores. A decisão, tomada por maioria de votos (6 a 3), afastou qualquer punição de suspensão ao jogador, que receberá apenas multa de R$ 100 mil.

O jogador do Flamengo participou da sesão de forma remota. Foi representado pelo próprio advogado, além de outros representantes do time Rubro-Negro – (crédito: Foto: Reprodução)

Bruno Henrique acompanhou a sessão de forma remota, representado por sua equipe jurídica e por dirigentes do Flamengo. Na retomada do julgamento — interrompido após pedido de vista na sessão anterior — o auditor Marco Aurélio Choy justificou a necessidade de analisar mais profundamente os autos. Em seu voto, afirmou que o comportamento do atleta foi imprudente e antiético, mas não configurou manipulação de resultados, prevista no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Outros auditores divergiram. Maxwell Vieira defendeu suspensão de 270 dias, com multa menor, enquanto Luiz Felipe Bulus votou pelo restabelecimento da suspensão de 12 partidas, argumentando que a prática de forçar cartões não pode ser relativizada e fere o espírito competitivo do esporte.

Ainda assim, prevaleceu o entendimento do relator Sérgio Henrique Furtado, que classificou o ato como simples descumprimento de regra — o que, pelo artigo 191 do CBJD, permite apenas a aplicação de multa. A decisão final foi consolidada após votos favoráveis de Rodrigo Aiache, Antonieta Pinto, Marcelo Bellizze e outros membros do Pleno.

O caso teve origem na Operação Penalidade Máxima, conduzida pela Polícia Federal, que encontrou indícios de articulação entre apostadores e pessoas próximas ao jogador. Além de Bruno Henrique, seu irmão, familiares e amigos também foram denunciados por participação no episódio, mas seus julgamentos seguem em andamento.

Com a decisão, o atacante está liberado para continuar atuando, restando apenas cumprir a penalidade financeira imposta.

Foto: Reprodução

Redação Brasil News

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