Aneel quer mudar regra e incluir automaticamente milhões de consumidores na tarifa branca de energia.

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda uma nova proposta para ampliar o uso da tarifa branca — modalidade que ajusta o preço da energia de acordo com o horário de consumo. Pela ideia, cerca de 2,5 milhões de unidades consumidoras de baixa tensão, como residências, comércios e pequenos negócios, seriam migradas automaticamente para esse modelo a partir de 2026.

O sistema da tarifa branca cobra valores diferentes conforme o horário: a energia fica mais cara nos períodos de pico, geralmente entre 18h e 21h, intermediária nas horas de transição e mais barata durante o restante do dia. A proposta tem como meta incentivar o uso mais equilibrado da rede elétrica e reduzir a sobrecarga nos horários de maior demanda.

Atualmente, a adesão à modalidade é opcional, mas menos de 0,1% dos 75 milhões de consumidores habilitados no país optaram por esse formato. Por isso, a Aneel quer tornar a mudança automática para grandes consumidores de baixa tensão, como indústrias menores, serviços públicos e residências com consumo acima de 1.000 kWh por mês.

Segundo a agência, a iniciativa busca aumentar a eficiência energética e acompanhar a expansão das fontes renováveis e intermitentes na matriz elétrica nacional. O consumidor ainda poderá pedir para retornar ao modelo convencional, caso não queira permanecer na nova tarifa.

As alterações fazem parte de uma nota técnica divulgada pela Aneel, que será submetida à consulta pública antes de uma eventual aprovação.

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