Jovem injustamente presa por seis anos morre de câncer dois meses após ser absolvida no Rio Grande do Sul.

Brasil

Damaris Vitória Kremer da Rosa, 26 anos, viveu uma das histórias mais trágicas do sistema prisional gaúcho. Acusada de envolvimento em um homicídio ocorrido em 2018, ela permaneceu presa preventivamente por seis anos — tempo em que enfrentou problemas de saúde graves, inclusive o diagnóstico de câncer no colo do útero.

Durante o período de detenção, Damaris teve diversos pedidos de liberdade negados, mesmo relatando dores intensas e apresentando documentos médicos. Apenas em março de 2025, a Justiça converteu a prisão em domiciliar, já com o câncer em estágio avançado.

Em agosto deste ano, o júri popular absolveu a jovem de todas as acusações por falta de provas. Entretanto, o alívio durou pouco: Damaris morreu 74 dias depois, vítima das complicações da doença.

O caso reacende o debate sobre a morosidade da Justiça e as consequências das prisões preventivas prolongadas no Brasil. A jovem foi sepultada em Araranguá (SC), onde vivia com a família.

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