Represas de São Paulo continuam em nível crítico mesmo após as chuvas de outubro.

Brasil

As chuvas que atingiram a Grande São Paulo no fim de outubro trouxeram alívio para o calor e a qualidade do ar, mas ainda não foram suficientes para resolver o problema da escassez de água. De acordo com dados da Sabesp, o Sistema Cantareira — responsável por grande parte do abastecimento da região metropolitana — está operando com 28,3% de sua capacidade, aumento tímido de apenas 0,1 ponto percentual em relação à semana anterior.

A situação preocupa especialistas, que alertam para o risco de racionamento caso o volume de chuvas continue abaixo da média histórica. Outros sistemas, como o Guarapiranga e o Alto Tietê, também registram índices baixos, reforçando o estado de atenção.

Segundo meteorologistas, o retorno das chuvas mais consistentes deve ocorrer apenas nas próximas semanas, mas a tendência é de recuperação lenta. A orientação é para que a população mantenha o uso consciente da água, especialmente durante o período de instabilidade climática.

Enquanto o clima oscila entre dias de chuva e calor intenso, os órgãos responsáveis continuam monitorando a situação dos reservatórios. Caso o cenário não melhore, o governo estadual poderá adotar medidas emergenciais para garantir o abastecimento da capital e cidades vizinhas.

22.out.2025 – Crise hídrica: Represa Guarapiranga, na zona sul de São Paulo, que também abrange partes dos municípios de Itapecerica da Serra e Embu-Guaçu
Imagem: MARCO AMBROSIO.

Faixas de operação dos reservatórios:

Faixa 1 (normal): acima de 60%
Faixa 2 (atenção): entre 40% e 60%
Faixa 3 (alerta): entre 30% e 40%
Faixa 4 (restrição): entre 20% e 30%
Faixa 5 (especial): abaixo de 20%…

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