O Egito celebrou neste sábado (1º) a inauguração do Grande Museu Egípcio (GEM), em uma cerimônia monumental marcada por música, luzes e referências à Antiguidade. Localizado ao lado das pirâmides de Gizé, o novo museu é considerado o maior do mundo dedicado a uma única civilização.
A noite de abertura reuniu líderes internacionais e convidados ilustres sob um espetáculo de proporções faraônicas: apresentações de balé e ópera, coreografias inspiradas em murais egípcios e projeções luminosas sobre as pirâmides e a Esfinge deram o tom da celebração. Drones formaram no céu a mensagem “Bem-vindos ao País da Paz”, simbolizando o novo capítulo cultural do Egito.
O presidente Abdel Fatah al-Sisi destacou o museu como “um marco da engenhosidade do povo egípcio” e um símbolo de orgulho nacional. O primeiro-ministro Mostafa Madbouly lembrou que o projeto, sonhado há três décadas, enfrentou desafios políticos e econômicos, mas finalmente se concretiza “como herança para o futuro”.
Com área total de meio milhão de metros quadrados, o GEM exibe mais de 100 mil peças arqueológicas, incluindo o tesouro completo de Tutancâmon — cerca de 5 mil objetos reunidos pela primeira vez desde a descoberta da tumba em 1922.

A joia da coleção é a estátua de Ramsés II, de 11 metros e 83 toneladas de granito, que recebe os visitantes logo no átrio principal. O museu também aposta em tecnologia: oferece galerias imersivas, experiências em realidade virtual e um museu infantil.
O governo egípcio vê o projeto como motor de crescimento do turismo, que já atraiu 15 milhões de visitantes em 2025. A expectativa é dobrar esse número com a nova atração e consolidar o Egito como o principal centro de egiptologia do mundo.

Foto: Khaled Desouki / AFP